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Qual é a economia do Futuro?

Há quase dois anos, descobri minha veia empreendedora e que meu propósito de vida é mais que trabalhar de segunda a sexta, é aproximar pessoas e criar pontes. Talvez seja a descoberta mais importante da minha vida, depois da maternidade.

Inspirar e identificar oportunidades para outras pessoas são habilidades com as quais eu nasci com elas, mas desenvolvi ao longo da vida. Consegui perceber que, ainda quando criança e depois por toda a minha adolescência, transitava por vários grupos, participava de várias atividades e sempre a comunicação era algo muito fácil para mim. Mesmo com isso falando alto na minha personalidade, nunca cheguei a pensar nisso como uma habilidade profissional.

Em contrapartida, eu sempre acreditei que o trabalho poderia ser mais vantajoso se o transformássemos em algo mais colaborativo. Onde pudéssemos unir interesses em prol de um bem comum.

Há 30 anos, colaboração era somente uma forma de trocar coisas ou serviços. Se eu só tenho arroz e você só feijão para o almoço, porque não, trocar um pouco do meu arroz por um pouco do seu feijão? Assim, (nós) duas comeremos arroz com feijão, ao invés de termos somente uma opção.

Ou na construção civil, vizinhos se juntam para “bater” uma laje e depois, o sábado termina em um grande churrasco entre amigos. Hábitos comuns de uma vida no interior, onde a disposição em partilhar coisas e serviços é algo natural e ainda muito usual nas cidades pequenas. Lindo, né?

Só que, não dá para viver somente de trocas, correto? Todos nós precisamos pagar nossas contas e pôr nossos sonhos em ação, sejam eles um carro novo, uma viagem, uma casa ou voar de balão. Eles custam dinheiro. Então, como transformar essa colaboração em algo que não só colabore, mas que, faça com que os outros cresçam?

Era justamente por isso que meu coração se inquietava! Diante disso, fui entender como essa “nova” economia compartilhada funcionava, e lembrei-me de algo que, durante o início da crise percebi, lendo diversas matérias: Há algo que está mudando e não por conta da crise somente, mas, porque o mundo e a sociedade mudaram.

A crise é apenas um gatilho, mas existe uma necessidade de “algo a mais”, veja bem: Se o mercado é feito de pessoas, e elas querem algo a mais, a economia também é atingida nesse movimento silencioso. Quem assistiu o filme “A Grande Aposta” vai entender que a movimentação das atitudes das pessoas, é o sinal de uma futura mudança. Veja o trailer: https://youtu.be/SLDImPR03BI

Se você não assistiu, vale conferir! É um filme que ajuda a entender como o mercado dá sinais de mudanças. No entanto, você tem de estar atento a eles, e mais que isso, pensar sobre eles. Na história Michael Burry (Christian Bale) é o dono de uma empresa de médio porte, que decide investir muito dinheiro do fundo que coordena ao apostar que o sistema imobiliário nos Estados Unidos irá quebrar em breve. Loucura, não? Acontece que ele estava certo.

O que isso tem a ver com Colaboração ou Economia Compartilhada?

Diretamente nada, mas indiretamente tudo! O que hoje estamos vivendo é uma grande movimentação silenciosa do mercado, como aconteceu no filme. Só que, a diferença é que no filme o foco é o mercado imobiliário e suas particularidades. Aqui, eu trago a analogia para o comportamento do consumidor: Ele já não quer apenas comprar por comprar, ele quer entender esse processo e descobrir o real valor dele. Os consumidores estão, instintivamente ou não, empurrando a economia para outro patamar.

Essa movimentação começou bem antes da crise, iniciou com o acesso popularizado à internet. Ela possibilitou que compartilhássemos conteúdo, descobríssemos coisas interessantes sobre os produtos e como outras empresas e pessoas fazem as mesmas coisas, mas de formas diferentes e que nos agradam mais. Então o preço deixou de ocupar lugar de destaque.

A partir daí, tudo mudou!! Mudou nossa visão de valor e de como adquirir as coisas. Tornamo-nos mais conscientes e passamos a defender causas que achamos importantes. Eis que surge o “espírito” colaborativo tomando conta de vários segmentos.

Desde então, muitas iniciativas (mesmo que timidamente) começaram a emergir de mentes inquietas, ideias interessantes saíram do papel, a partir do compartilhamento de ações e de uma colaboração crescente, dentro e fora das empresas. Eu mesma comecei a produzir meus eventos através da colaboração, onde os parceiros, participantes e colaboradores ganham juntos.

Parece conto de fadas?  -Não! É o futuro batendo lá no portão, isso se ele já não estiver tocando a sua campainha.

Ai, você pode estar pensando: Vamos transformar o mercado em uma grande Woodstock? Não é para tanto, meu amigo! Para te falar a verdade, nem vamos chegar perto disso, pois, o que tudo indica é que, a economia compartilhada ou colaborativa é algo muito mais sério e duradouro, do que podemos imaginar.

O próprio SEBRAE já orienta e indica como transformar sua empresa e seu negócio em parcerias interessante e bem estruturadas com base na economia colaborativa.

“O capitalismo consciente tem transformado a economia global. Aos poucos, fica para trás o princípio perverso do hiperconsumo e do sucesso financeiro a qualquer custo…” Sebrae

Interessante, não?

Mineiramente falando, se não percebermos essa movimentação e nos prepararmos para ela, como no filme a “A Grande Aposta”, vamos ser surpreendidos por empresas com sacadas geniais e com resultados de sucesso. Mas ai, você pode estar se perguntando: Mas Ana, como isso funciona, na prática?

É o que vou tratar nos próximos artigos, se você gostou desse tema e tem interesse em de saber mais, cliquei aqui e me siga, semanalmente você vai encontrar pistas sobre como a economia compartilhada é algo cada vez mais atual e presente em nosso dia a dia.

Um grande Abraço!!

 

Ana Lucia Souza Machado

 

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