Qual é a economia do Futuro?
26 de março de 2018

O mundo mudou! E dai?

Depois que comecei a pesquisar sobre economia compartilhada, percebi que realmente o mundo mudou. Mas também passei a me perguntar se mudou para todo mundo e se todos estão dispostos a compartilhar dessa mudança.

Nesse caminho constatei que a sociedade está percebendo isso, mas não são todas as pessoas que estão validando-a, apesar de ser um processo crescente. E aí eu te pergunto: Você quer participar desse novo modelo de economia?

Por que aliado a esse processo de mudança cresce também um incentivo da vivência de um propósito, algumas vezes até meio “Lúdico”. Eu mesmo já falei em meus artigos sobre acreditar em algo maior, que não estamos a passeio nesse mundo e que existe um propósito em nossa existência.

Só que não precisa ser o mesmo propósito para todo mundo. Isso é uma coisa que precisamos pensar. Será que essa economia compartilhada é para todos? Será que sair do emprego e abrir um negócio é o melhor caminho? Só porque há indícios fortes que a economia está mudando?

Partimos do princípio de que, não podemos esquecer de todo o processo existente para ser um empreendedor no Brasil e que esse detalhe ainda não mudou. Então, talvez não seja para todo mundo como também nem todos tenham a desenvoltura de identificar, criar e desenvolver oportunidades – características básicas para quem deseja ter sucesso dentro da economia compartilhada.

Porque digo isso? Não adianta você ter uma ótima ideia, ela tem que ser financeiramente viável e sustentável. E, além disso, você tem que ter disposição para seguir a seu instinto, construir parcerias e vencer as barreiras. Isso não é nada fácil.

Recentemente estava assistindo uma palestra no evento da FNQ de 2016, onde um dos fundadores da PegCar falava do crescimento da Startup e dos ótimos números e projeções que eles tinham, mas recentemente em uma matéria ao G1 foi oficializado o encerramento das operações. Como pode? Há dois anos atrás, tinham a certeza que estavam no caminho certo, dois anos depois encerram as operações.

Economia compartilhada é uma tendência, mas o grande ponto é que não é tão simples ser disruptivo” , afirmou Conrado Ramires, fundador da Pegcar ao lado de Bruno Hacad.

Mas alguns pontos dessa matéria no G1 me chamaram a atenção:

1º Mudança Cultural;

2º Necessidade de Investimentos; 

3º Amadurecimento do mercado.

O segundo ponto não tem nada de incomum a uma empresa tradicional, se ela não investir há grandes chances de estagnar e quebrar. Mas o primeiro ponto e o 3º são bem interessantes, porque refletem que dentre os consumidores há ainda um grupo que não abraçou essa nova economia, por não se sentir seguro de compartilhar novas ideias em seu cotidiano. Pois a ideia da pegcar é muito boa, mas dentro de um mercado ainda imaturo, não conseguiu se manter.

Quando Conrado Ramires cita a frase acima, ele revela o outro lado da moeda, que nem todos revelam ou estão dispostos a pagar para ver. Por isso, digo: Você tem que ter disposição para abraçar essa mudança e construir bases sólidas. Mas nem isso é uma segurança que você não cometerá erros. Ou que o resultado de tudo que você planejou seguirá exatamente como você pensou.

No meu artigo anterior eu falava que nas cidades pequenas, compartilhar é um hábito muito comum, e que atualmente esse hábito se transformou em um modelo de economia que está se fortalecendo e rendendo frutos financeiros. E mais, que esse amadurecimento está se consolidando uma nova postura do mercado. Só que tudo isso ainda está em processo. Não existe uma receita de bolo, mas sabemos que com esses ingredientes, não só faremos um tipo de bolo, mais de vários sabores.

O fato é que a economia compartilhada é algo muito real, a ponto do mercado estar se reformulando diante dela, mas isso não quer dizer que todos tenham que abrir uma empresa ou Startup. Dentro de uma empresa convencional isso pode ser construído quando seus gestores se abrem ao crescimento interno, baseado na cultura da colaboração.

Mas existe outro fato muito importante que as empresas não poderão fechar os olhos. Se elas não se abrirem a uma cultura colaborativa, perderão cada vez mais espaço. Não só no mercado, mas com seus próprios colaboradores.

Recentemente na revista Exame, saiu a lista Top Companies, feita pelo LinkedIn, das empresas que são um desejo dentre os que buscam um novo emprego. Sabe o que isso nos indica? Que se a empresa não for um referencial de qualidade para com seus funcionários e consumidores, ela perde.

Não é à toa que o Itaú vem em primeiro lugar. É um banco que tem engajamento em diversos projetos. Ele inspira propósitos de vida em seus funcionários, despertando um desejo profundo de fazer parte de algo maior. Isso também é trazer a colaboração para grandes corporações e transformá-las em algo maior que o único objetivo de lucrar.

Mineiramente falando, então, o Mercado Mudou, e daí?

E daí? -Temos a opção de embarcarmos nessa mudança encontrando nosso caminho, muito próprio e dentro do que acreditamos ou ficarmos perdidos com tantas ideias inovadoras e formas de trabalho que nos surpreendem. Eu fiz minha escolha, não quero ficar para trás, e você quer?

Um grande abraço!!

 

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